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Educação para as Artes

Formação

O Direito do Olhar

Responsável: Instituto de Defesa do Direito de Defesa - IDDD

                             Pertencer: fazer parte de; ser referente a; ter relação com;
                                               ser peculiar a; ser próprio de.

                                                     Fonte: Dicionário Houaiss da língua portuguesa

O livro O Direito de Olhar – Publicar para Replicar, contemplado pelo Programa Petrobras Cultural 2006/2007, na linha de Formação – Educação para as Artes, tem uma relação direta com o resgate do sentido de pertencimento. De acordo com o Dicionário dos Direitos Humanos, “Pertencimento, ou o sentimento de pertencimento é a crença subjetiva numa origem comum que une distintos indivíduos”.

Acompanhado de um DVD, o livro é um desdobramento do concurso Direito de Olhar, promovido pelo Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) no ano de 2005, com o objetivo estimular internas, presas e agentes carcerárias do estado de São Paulo a trabalhar em produções artísticas. A iniciativa visava:

- à valorização da dignidade humana, comprometida pela vivência diária no sistema penitenciário, e

- ao desenvolvimento, através dos fazeres artísticos, da capacidade criadora e da noção de pertencimento à sociedade.

“Marcadas pela solidão, pela indiferença e pelo descaso da família, do Estado e da sociedade, aproximadamente 24.068 mulheres cumprem pena no Brasil. São mulheres que vivem como párias da sociedade. Para vigiá-las, são outras tantas agentes penitenciárias que experimentam as agruras de desenvolverem suas profissões num sistema falido e próximo da implosão. Lados muito diferentes de uma mesma moeda têm em comum a desvalorização humana a que são submetidas”.

O Direto do Olhar – Publicar para Replicar tem a intenção de divulgar todo o processo de montagem do concurso para que ele possa ser replicado em outros locais – outros estados brasileiros, e até mesmo em outros países –, de modo a beneficiar as comunidades que se disponham a empreender o caminho retratado, um meio de re-humanização de pessoas submetidas às condições do cárcere, sejam como internas, sejam como funcionárias do sistema. O livro é um exercício de valorização da dignidade da pessoa humana e da cidadania, que refletiu diretamente no comportamento desses indivíduos na sua relação com a sociedade.