O vento é o ar em movimento. Com certeza você já ouviu essa frase do seu professor, certo?
Pois é, o homem descobriu, há milhares de anos, que a força dos ventos tem grande utilidade. Ele atua, por exemplo, como agente de transporte, pois intervém na polinização e no deslocamento das sementes.
Outra curiosidade: na Patagônia, as árvores crescem todas inclinadas para o norte, devido aos fortes e constantes ventos que as empurram nessa direção. Não é demais?
Há milhares de anos, o ser humano já usava a força dos ventos para girar os moinhos e moer os grãos para sua alimentação. O vento também movia barcos à vela e possibilitava que as civilizações antigas se expandissem, colonizando diversas partes do globo.
A Petrobras utiliza esse mesmo princípio para produzir a energia eólica. O vento é a fonte geradora de energia para a produção e o bombeamento de petróleo em quatro campos da Petrobras no Rio Grande do Norte. O Parque Eólico Piloto de Macau é modelo para novos empreendimentos à base dessa fonte renovável. Seu impacto ambiental é zero, pois poupa a utilização de recursos hídricos, não emite gases e nem produz efluentes.
O Brasil tem grande potencial eólico: cerca de 140 gigawatts, segundo o Atlas Eólico Brasileiro publicado pelo CEPEL (Centro de Pesquisas Elétricas da Eletrobrás), concentrado principalmente nas regiões litorâneas, sobretudo na região nordeste. Este potencial equivale a aproximadamente o consumo mensal comercial da região Norte do país.