Resultados na Nigéria
Presente na Nigéria desde 1999, a Petrobras começa a ver os resultados de anos de trabalho em equipe no país, onde opera com parceiros em exploração e produção de petróleo em águas profundas, no delta do Rio Níger. Em julho, assistiu à entrada em produção do campo gigante de Agbami, no qual tem participação de 13%. Ainda entre o fim de 2008 e o início de 2009, perfura o primeiro poço exploratório do bloco OPL 315, atuando como operadora. Outro campo gigante, o de Akpo, onde a Companhia tem participação de 16%, começa a produzir no primeiro trimestre de 2009. Em 2013, será a vez de o campo Egina entrar em produção. Depois disso, as atenções estarão voltadas para o campo Preowei, mais um a entrar em produção no mesmo bloco de Akpo e Egina, o OML 130.
O campo de Agbami, onde a Petrobras tem 13% de participação, já entrou em produção
“Testemunhamos, agora, o coroamento dos trabalhos de quase uma década. Entre outros motivos, a Petrobras se internacionalizou porque, como poderia perder uma parcela do mercado brasileiro devido ao fim do monopólio do petróleo no Brasil, precisava expandir fronteiras exploratórias. Além disso, já líder em exploração e produção em águas profundas no Brasil, queria usar a experiência adquirida para alavancar negócios no exterior, engajar-se em projetos que dessem retorno em moeda forte e se tornar conhecida onde não era. Presente na Nigéria, onde o petróleo é leve, com reduzido teor de enxofre e bastante valorizado no mercado internacional, houve um tempo em que a Companhia cogitou sair dali por conta do alto custo de capital envolvido na permanência e da instabilidade política. Mas acreditou no país e, mesmo não tendo encontrado óleo nos dois poços que perfurou no bloco OPL 324, não esmoreceu. Hoje, contabiliza bons resultados, que ainda vão melhorar quando entrarem em produção Akpo, Egina, Preowei e, quem sabe, outros campos offshore na Nigéria”, comemora o gerente executivo da Área de Negócio Internacional da Petrobras responsável pelas Américas, pela África e pela Eurásia, Samir Awad.
Agbami
No bloco OML 127, o campo de Agbami, com reservas de 900 milhões de barris de óleo leve de 35º a 45º API, começou a produzir em julho. E, quando atingir o pico de produção, previsto para fins de 2009, produzirá 250 mil bpd, cabendo à Petrobras cerca de 32,5 mil bpd por conta de sua participação. Para desenvolver esse campo, a Petrobras e seus parceiros, Chevron (68%), Statoil (19%) e as empresas nigerianas NNPC e Famfa, participaram do desenvolvimento do projeto do maior FPSO do mundo em termos de processamento de líquidos e mandaram construir a unidade de produção na Coréia do Sul.
O FPSO de Agbami processará 250 mil bpd, cabendo à Petrobras 32,5 mil bpd
“O FPSO, ancorado a 1.350 m de lâmina d’água, mede 320m de comprimento por 60m de largura e 32m de altura e tem uma torre de 100m onde está disposto o flare. A unidade está apta a processar 250 mil bpd, 200 mil barris por dia de água e 415 milhões de pés cúbicos de gás por dia – um total que será integralmente aproveitado para o fornecimento de energia no local e a injeção em poços, para melhorar o fator de recuperação do óleo. Pode, ainda, armazenar até 2,2 milhões de barris de petróleo e transferir até um milhão de barris de óleo por dia”, detalha o gerente geral da Unidade da Petrobras na Nigéria, Rudy Ferreira.
OPL 315
No bloco OPL 315, no qual a Petrobras tem status de operadora, com 45% de participação, o primeiro poço exploratório será perfurado entre o fim de 2008 e o início de 2009. Ainda que sejam grandes as expectativas desde 2005, quando o bloco foi arrematado em leilão, somente após a perfuração do poço será possível traçar metas para o futuro. No bloco, a Statoil também tem 45% de participação e a empresa nigeriana Ask Petroleum, 10%.
O FPSO de Akpo terá capacidade de produção de 185 mil bpd
Akpo
No bloco OML 130, o campo de Akpo, com reservas de 620 milhões de barris de condensado (óleo levíssimo) de 45º a 55º API e capacidade de produção de 185 mil bpd, deverá começar a produzir no primeiro trimestre de 2009. Um outro FPSO, também construído na Coréia do Sul, deverá estar ancorado no delta do Níger ainda em setembro de 2008, em lâmina d’água de 1.400m.
“O FPSO destinado ao campo de Akpo tem 300m de comprimento, 61m de largura e 30m de altura. Sua capacidade de produção é de 185 mil bpd. Mas, desse total, caberão à Petrobras 16%, ao passo que o restante será dividido entre as empresas parceiras Cnooc (45%), Total (24%) e Sapetro (15%). Já a capacidade de compressão de gás para injeção e exportação é de 15 milhões de metros cúbicos por dia, total que caberá ao governo do país, sendo encaminhado à planta de GNL de Bonny”, explica Rudy.
A destinação do óleo do campo ainda será definida. “A produção poderá ser destinada ao Brasil para mistura com o óleo pesado brasileiro, já que as refinarias do país foram projetadas para processar óleo leve, e também ao mercado internacional, pois o condensado é bastante valorizado no exterior. Hoje, por exemplo, a Nigéria é o maior exportador de óleo para o Brasil”, ressalta Samir Awad.
Egina e Preowei
Também no bloco OML 130, o campo de Egina, com reservas calculadas em 550 milhões de barris de óleo leve, de 28º API, deverá começar a produzir em 2013. Outro FPSO, com capacidade de produção de 200 mil bpd, ficará encarregado de desenvolver sua produção. Do total, caberão à Petrobras 16%, correspondentes à percentagem que detém em todo o bloco.
Ainda no mesmo bloco, o campo Preowei, com reservas de 200 milhões de barris de óleo leve, também de 28º API, ainda não tem data certa para início de produção, o que deverá ocorrer depois de 2013. Possivelmente, um oleoduto levará a produção local para o FPSO ancorado em Egina ou Akpo, no mesmo bloco, para dali ser exportada.
Tendo em vista a produção total dos campos de Agbami e Akpo, que, já em 2009, deverá totalizar cerca de 70 mil bpd, e a dos outros campos que começarão a produzir posteriormente, a Unidade de Negócio da Petrobras na Nigéria se tornará uma das maiores produtoras de petróleo da Companhia no exterior, se não a maior. Prova de que a Petrobras tomou uma decisão mais do que acertada ao atuar na Nigéria. E ainda pode ter muitos outros motivos para comemorar.
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