Petrobras - Boa Alternativa de Investimento
“Quem compra ações da Petrobras sabe exatamente por que investe na Companhia. A Petrobras sabe onde quer chegar e como. Sua visão é de longo prazo e está expressa com clareza em seu Plano de Negócios 2009-2013 e no Plano Estratégico Petrobras 2020”
À frente da área de Relacionamento com Investid ores, pri ncipal interface entre a Companhia e seus acionis tas, o economis ta Theodore Marshall Helms gerente executivo de Relações com Investidores, vivencia um bom momento na Petrobras. Afinal, comandando uma equipe de 48 pessoas, que informa ao mercado sobre o desempenho da Petrobras e suas principais estratégias, Helms esmiúça, habitualmente, por que vale a pena investir na Petrobras. E o mercado, na atualidade, atesta que vale. O site da revista Fortune, em lista anual publicada em junho de 2009, recomenda ações da Petrobras garantindo que é “uma das companhias melhor posicionadas para crescer nos próximos anos, tendo em vista a recuperação dos preços do petróleo e as descobertas realizadas na Província Pré-Sal, principalmente Tupi, a maior dos últimos 20 anos”. O banqueiro de investimentos Matthew Simmons, um dos maiores especialistas do mundo em energia, foi categórico em dizer à revista Exame, em julho, que o futuro do setor depende da Petrobras, “a única empresa que tem condições de capitanear o aumento da produção mundial de petróleo”. Além disso, em ranking divulgado pela empresa de consultoria Ernst & Young neste ano considerando o valor das ações das 300 empresas globais que mais se valorizaram no fim do primeiro semestre, a Petrobras foi considerada a oitava maior empresa global, ao passo que em ranking da empresa de consultoria Economática divulgado em agosto, foi considerada a quarta maior empresa de capital aberto das Américas. Sobre o desempenho da Companhia e o que a torna um bom investimento, Helms fornece os detalhes, em entrevista concedida à Petrobras Magazine.
Em linhas gerais, por que se pode dizer que vale a pena investir na Petrobras?
A Petrobras possui uma base substancial de reservas provadas, hoje calculada em cerca de 15,08 bilhões de barris de óleo equivalente segundo critérios da Society of Petroleum Engineers. Isso significa produção assegurada por 14 anos aproximadamente, sem contabilizar as recentes descobertas realizadas na Província Pré-Sal e a existência de áreas ainda a serem exploradas pela Companhia, tanto no Brasil como no exterior, o que acreditamos que traduzirá um aumento de produção duradouro e sustentável. A Companhia também é líder em produção, refino e transporte de petróleo e derivados no Brasil, seu principal mercado, tido como grandioso, relativamente novo e em expansão. Esse quadro garante à Petrobras posição única no mundo. Enquanto as outras grandes empresas do setor de petróleo e gás ainda estão em busca de novas jazidas, a Petrobras se destaca pela capacidade de repor reservas a aumentar sua produção. A Companhia sabe exatamente onde quer chegar e como. Sua visão é de longo prazo e está expressa com clareza em seu Plano de Negócios 2009-2013 e no Plano Estratégico Petrobras 2020.
Os investidores, no mundo, reconhecem a Petrobras como uma boa alternativa de investimento?
Sim. Esse reconhecimento vem crescendo a cada dia. Há cerca de cinco anos, havia certa cautela em se investir no Brasil e, consequentemente, em empresas brasileiras. A estabilidade econômica conquistada pelo país e suas políticas macroeconômicas bem sucedidas tiveram como conseqüência o reconhecimento por parte das agências de classificação de risco, que conferiram grau de investimento ao Brasil, aumentando a demanda por investimentos no país e em empresas brasileiras. Da mesma forma, a avaliação feita por essas agências que garantiu grau de investimento à Petrobras foi extremamente positiva para a Companhia. Somese a isso o fato de que decisões sobre investimentos implicam a avaliação dos recursos da Companhia em questão e de seus planos de crescimento pelos investidores. Eles aliam informações fornecidas pela empresa, premissas que formam sobre o mercado e a Economia e previsões sobre o fluxo de caixa da empresa para melhor avaliar o valor de mercado da empresa. Essa visão de futuro gera impactos sobre a empresa no presente. E a Petrobras foi clara e correta ao fornecer subsídios para os investidores fazerem suas análises e avaliações. O resultado disso foi que o universo de investidores da Companhia aumentou significativamente e, hoje, a Petrobras é vista como uma das maiores empresas de energia do mundo, transparente e que alia rentabilidade à responsabilidade social e ambiental. Essa reputação faz com que quem compra ações da Petrobras saiba exatamente por que investe na Companhia.
Em termos de desempenho, não é exagero dizer que poucas empresas no mundo se igualam à Petrobras...
Sem dúvida. A Petrobras encerrou o ano de 2008 com uma produção de 2,4 milhões de barris de óleo equivalente no Brasil e no exterior e expressiva taxa de crescimento de 4%, feitos alcançados por poucas empresas no mundo nos últimos anos. Ainda no mesmo ano, obteve lucro recorde de 33 bilhões de reais, 53,3% a mais que o registrado em 2007. Já ao longo de 2009, seu valor de mercado aumentou 46% e atingiu 300 bilhões de reais, o segundo maior no mercado mundial de óleo e gás. Essa situação tende a melhorar, pois a Petrobras deverá crescer consideravelmente quando se iniciar a produção em escala comercial na Província Pré-Sal. Por conta disso, a Petrobras espera produzir 3,6 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2013 e, em 2020, produzir 5,7 milhões de boed e ser um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo. O mercado estará atento a esse potencial na hora de precificar o valor das ações da Companhia.
A Companhia também tem vantagens competitivas importantes em relação à concorrência por atuar, por exemplo, em toda a cadeia energética e ter know-how tecnológico próprio em exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas, não é mesmo?
As vantagens competitivas são ainda maiores. A Petrobras atua em toda a cadeia energética, mantendo posição dominante nos mercados de produção, refino e transporte de petróleo e derivados no Brasil e custos competitivos em decorrência da integração de atividades e de operações em larga escala. Ao longo de sua existência, ao explorar e produzir petróleo e gás em alto-mar, adquiriu know-how e tecnologia própria para atuar em águas profundas e ultraprofundas e, hoje, está apta a explorar e produzir a mais de 3.000m. Tem base de reservas significativa e crescente, como foi dito. Já no que diz respeito a gás natural, como a Petrobras atua na maioria dos segmentos desse mercado no Brasil e tem posição estratégica, pode se beneficiar do potencial crescimento da demanda no Brasil por este produto.
A Petrobras é internacionalmente reconhecida como uma empresa sustentável, isto é, cujas atividades, além de serem economicamente viáveis, são ecologicamente corretas e socialmente justas?
Sim. Trata-se de uma conseqüência de sua visão de longo prazo expressa no Plano Estratégico Petrobras vigente. De acordo com o documento, os principais pilares que alicerçam a visão de futuro da Companhia são a sustentabilidade e o crescimento de forma integrada e lucrativa. O documento estabelece que, até 2020, a Companhia deverá aliar rentabilidade, responsabilidade social e ambiental, comprometimento com o desenvolvimento sustentável, reconhecimento como referência mundial em biocombustíveis, forte presença internacional e excelência em operações, gestão, recursos humanos e tecnologia para tornar-se uma das cinco maiores empresas integradas de energia do mundo, além de a empresa preferida por todos os seus públicos de interesse. Como prova desse reconhecimento, vale destacar que a Companhia integra, pelo terceiro ano consecutivo, o Dow Jones Sustainability World Index, o mais importante índice mundial de sustentabilidade, o qual influencia decisões de investidores em todo o mundo. A Petrobras também foi apontada, em 2008, em ranking da Management & Excellence (M&E), como a companhia de petróleo mais sustentável do mundo e referência mundial em ética e sustentabilidade, considerando 387 indicadores internacionais. Vale lembrar, também, que a Petrobras é signatária do Pacto Global e, portanto, segue e dissemina seus princípios. Além disso, trabalha pela excelência em Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Em 2008, por exemplo, investiu R$ 1,97 bilhão apenas em projetos relacionados ao meio ambiente.
No que diz respeito à transparência, a Petrobras tem um histórico favorável nesse âmbito. Estou certa?
É verdade. O respeito a nossos stakeholders, que são também donos da Petrobras, pressupõe essa transparência. Os acionistas têm direito a receber informações de forma transparente sobre as atividades da Companhia e o reconhecimento dessa transparência por parte deles terá reflexos positivos no preço das ações da Petrobras. Graças a essa postura da Petrobras, a Companhia foi considerada referência em transparência entre as empresas do setor de petróleo e gás em relatório da organização Transparência Internacional divulgado em 2008. Os relatórios financeiros e gerenciais da Petrobras são submetidos aos órgãos reguladores CVM e SEC e respeitam a legislação societária brasileira e os critérios do USGAAP. A Petrobras integra a Extractive Industries Transparency Initiative, iniciativa que reúne governos, organizações internacionais, investidores, empresas e grupos da sociedade civil para aprimorarem a governança relacionada a recursos minerais em países do mundo e promoverem a transparência na prestação de contas relativa aos setores de petróleo, gás e mineração. Além disso, a Comissão de Ética e a Ouvidoria Geral fortalecem a promoção da transparência na Petrobras.
Essa transparência ajudou a Petrobras a divulgar seu Plano de Negócios 2009-2013 a seus stakeholders, o qual, na contramão da crise mundial, previu investimentos de US$ 174,4 e captação de recursos no Brasil e no exterior?
Ajudou muito. Em um período em que o cenário macroeconômico mundial acusava grandes incertezas e o preço do barril de petróleo havia caído no mercado internacional, fomos claros em dizer aos nossos stakeholders que tínhamos a meta de investir US$ 174,4 no Brasil e no exterior em cinco anos, sendo US$ 29 bilhões destinados a projetos na Província Pré-Sal, e, como essa soma era superior a nosso fluxo de caixa, iríamos buscar financiamento assumindo um preço médio de referência de US$ 42 para o barril de petróleo. De qualquer forma, sempre buscaríamos negociar reduções de preços junto a fornecedores. Graças a nossa explicação coerente, que contemplou análises do crescimento da produção de petróleo e gás no mundo, taxas de câmbio, estimativas de preço do petróleo e seus derivados, análises sobre as possibilidades de financiamento e taxas de retorno, o mercado recebeu bem a notícia.
A Petrobras terá verba para financiar os projetos de seu Plano de Negócios 2009-2013?
De janeiro a maio de 2009, a Petrobras levantou 31 bilhões de dólares – 12 ,5 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), 10 bilhões do Banco de Desenvolvimento Chinês, 6,5 bilhões de bancos sindicalizados internacionais e 2 bilhões do Banco de Importações e Exportações dos Estados Unidos. Graças a esse montante, todos os projetos previstos no Plano de Negócios vigente da Petrobras estarão financiados se o preço do barril de petróleo permanecer em cerca de 65 dólares, em média, até 2013. Se o preço atingir 45 dólares, o plano estará financiado por dois anos e será necessário recorrer a novos financiamentos.
O nível de risco da dívida da Petrobras pode retrair novos investidores?
Não. As mais importantes agências de classificação de risco do mundo confirmam isso. Todas as agências que avaliaram a Petrobras lhe conferiram grau de investimento. E o grau de investimento foi mantido mesmo após o anúncio pela Companhia de que iria aumentar seus investimentos. A Fitch Ratings anunciou a manutenção do nível de risco da dívida da Petrobras em BBB em moeda estrangeira. A Moody’s Investor Services também manteve o nível de risco da dívida da Petrobras em moeda estrangeira em Baa1. Já a Standard & Poor’s Rating Services reviu o nível de risco da dívida da Petrobras em moeda estrangeira de BBB para BBB-, com perspectiva estável, o que foi feito em função dos preços baixos do barril de petróleo, que acarretariam menor fluxo de caixa para a Companhia, mas manteve o grau de investimento. Em suas avaliações, as agências destacaram a liderança da Petrobras no mercado brasileiro, sua experiência em exploração offshore em águas profundas e ultraprofundas, novas descobertas realizadas na Província Pré-Sal e a melhoria na governança da Petrobras. A Moody’s Investor Services ressaltou, ainda, o aumento do grau de transparência da Petrobras e a maior necessidade de financiamento aliada ao acesso a fontes de financiamento e à expectativa de aumento considerável da produção de óleo e gás natural e da garantia de sustentabilidade da Companhia a longo prazo.
Podemos dizer que, assim como a Petrobras atravessou o ano de 2008 com tranquilidade apesar da crise econômica mundial, vamos testemunhar tempos mais favoráveis a médio prazo?
Em 2008, ano de elevada volatilidade do petróleo e alta instabilidade na economia mundial, a Petrobras apresentou resultados positivos. Seu desempenho reafirmou também a importância do mercado brasileiro para seus negócios e sua política acertada de acompanhamento de tendências de longo prazo dos preços da gasolina e do diesel no mercado internacional, sem repasse de volatilidades para o mercado interno. Isso propiciou maior estabilidade na geração do fluxo de caixa da Companhia. Suas vendas aumentaram 26% em relação ao ano de 2007, totalizando 215 bilhões de reais. A geração operacional de caixa, isto é, o EBITDA, também foi 14% superior à do exercício de 2007, contabilizando 57,170 milhões de reais. Daqui para a frente, a médio e a longo prazos, com o início da produção na Província Pré-Sal, onde se localiza a maior acumulação de petróleo descoberta no atual século, a situação ficará muito mais favorável. Se os custos serão altos, a parceria com outras empresas permitirá à Petrobras partilhar riscos, necessidades de capital e tecnologia. Por outro lado, os lucros permitirão à Petrobras continuar se expandindo e impulsionar o desenvolvimento do Brasil e dos países em que atua.