Anima Mundi
Petrobras patrocina mais uma edição do festival, um dos maiores do mundo no setor de animação.
Maior patrocinadora da cultura no Brasil, a Petrobras patrocina, também, eventos culturais de expressão mundial. É o caso do festival Anima Mundi, um dos três maiores do mundo em seu setor, responsável por popularizar e incentivar o cinema de animação por meio de fóruns, encontros, palestras, oficinas e mostras de filmes que constituem um panorama da produção mundial. O festival já é patrocinado pela Petrobras há 12 anos. E, como não poderia deixar de ser, a parceria se repetiu em 2009, na 17ª edição do evento, realizada entre 10 e 26 de julho no Rio de Janeiro e em São Paulo.
“O Anima Mundi foi criado em 1993 pelos animadores brasileiros Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães. A Petrobras começou a patrocinar o evento em 1997, quando ainda era uma pequena mostra realizada no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil. De lá para cá, o evento propiciou o aumento do número de animadores no Brasil, incrementou a produção nacional de animação, aqueceu o mercado, cresceu, passou a ser realizado também em São Paulo, levou a marca Petrobras adiante e a valorizou cada vez mais”, lembra Romildo Nascimento, coordenador do patrocínio ao festival na Petrobras.
O Anima Mundi 2009 contou com um público de cerca de 100 mil pessoas e repetiu o sucesso dos anos anteriores. Reuniu 401 filmes de 40 países, exibidos em mostras competitivas de longas-metragens, curtas, animações infantis e filmes institucionais, ou mostras não-competitivas criadas por alunos de escolas de animação, feitas por crianças de 7 a 14 anos ou que foram consideradas por especialistas ainda não prontas para integrarem circuitos competitivos mas interessantes para serem exibidas por terem um bom roteiro ou qualidade técnica.
Entre os longas apresentados, um total de nove, o divertido Immigrants, do húngaro Gabor Csupo, produzido pelo estúdio que assinou as primeiras temporadas de Os Simpsons e Rugrats, agradou em cheio ao público ao mostrar os “apertos” vivenciados por imigrantes nos EUA. The Good Soldier Shweik, de Roberto Crombie, que tematiza a Primeira Guerra Mundial, e Zhang Ga!, de Sun Lijun, sobre a Segunda Guerra, também foram destaques. A mitologia indiana foi retratada em Sita Sings the Blues, da americana Nina Paley. E o irônico $9,99, da israelense Tália Rosenthal, fez sucesso ao relatar, em câmera lenta, a história de um homem que pretende gastar menos de dez dólares para entender o sentido da vida. Para a criançada, o longa Mia et le Migon, de Jacques Rémy, que mostra as peripécias de um grupo de amigos, foi a grande pedida da programação.
Entre os curtas, Lost and Found, do Studio Aka, sobre a amizade entre um menino e um pinguim, emocionou o público infantil. Her Morning Elegance, de Yuval & Merav Nathan, surpreendeu pela suavidade da animação em que a personagem que acorda interage com lençóis e travesseiros. Já Wallace and Gromit: a Matter of Loaf and Death, de Nick Park, criador de Wallace & Gromit the Curse of the Were-Rabbit, foi mais um sucesso aplaudido pelos fãs do animador e por quem travou o primeiro contato com seu trabalho no Anima Mundi 2009.
Graças ao festival, há demanda, público e mercado no Brasil para a animação
O festival incluiu as já tradicionais oficinas que divertem crianças e adultos, tais como as de massinha, areia, desenho e pixilation, uma antiga técnica em que movimentos de atores são fotografados quadro a quadro, criando uma sequencia de animação montada em uma película. E, para ministrar o workshop de 2009, intitulado Making Your Film (Fazendo o seu Filme), o Anima Mundi trouxe o americano Mike Cachuela, responsável pelo visual de filmes como Ratatouille, Os Incríveis, Toy Story, Madagascar 2 e Coraline. No workshop, Mike usou bonecos do longa Coraline e apresentou um making of inédito do filme.
O Anima Mundi trouxe, também, convidados especiais, que falaram de seus trabalhos. Em comemoração ao Ano da França no Brasil, o mestre do cinema de animação infantil Michel Ocelot, realizador de Azur e Asmar e Kirikou e a Feiticeira, teve parte de sua produção de curtas exibida e comentada no evento. O animador estoniano Pritt Pärn, renomado por seu estilo surrealista e seu humor ácido, demonstrou por que seu país se tornou um pólo produtor de filmes de animação. Já o animador e pesquisador norte-americano Amid Amidi, criador do blog de animação www.cartoonmodern. blogsome.com, um dos mais completos e acessados sobre o tema em todo o mundo, conversou sobre o livro Cartoon Modern: Style and Design in Fifties Animation, de sua autoria, obra que documenta a produção, na década de 50, do estúdio United Productions of America, que foi referência mundial em animação.
O festival contou, ainda, com uma homenagem póstuma a Anelio Latini, autor do primeiro longa de animação brasileiro, Sinfonia Amazônica, criado em 1952. A homenagem incluiu uma sessão festiva, apresentada pela sobrinha de Anelio, Márcia Latini, e um curtametragem inédito feito por Anelio e seu irmão Mario Latini quando Anelio tinha apenas 13 anos, intitulado Os Azares de Lulu.
A Petrobras encara a cultura como um direito básico de cada cidadão
Por fim, o festival de 2009 comemorou quatro anos do Anima Fórum, ponto de encontro de renomados animadores de todo o mundo. O fórum reuniu, no Rio de Janeiro, 17 palestrantes e cerca de 200 profissionais do meio para debaterem a produção de animação para a TV e o mercado brasileiro de animação, dentre outros temas. E, mais uma vez, concretizou sua proposta.
Em mais uma edição do Anima Mundi, a satisfação foi completa. “Há demanda, público e um mercado sedimentado no Brasil para a animação, pois a linguagem é abrangente e traz retorno imediato. Para quem produz animação, isso é fundamental. E o Anima Mundi conseguiu formar esse público e esse mercado sem perder seu foco, que são os curtas, a mola mestra do cinema de animação mundial, o grande laboratório que propicia o desenvolvimento da criatividade na indústria de animação, pois o formato não comercial permite a criação sem limites. Nesse trabalho de mais de uma década, o patrocínio da Petrobras tornou possível a manutenção do festival por tanto tempo e a geração dos resultados que hoje verificamos”, avalia Aída Queiroz.
Nesse âmbito, a Petrobras, que encara a cultura como um direito básico de todo o cidadão, por intermédio do patrocínio ao festival Anima Mundi, realizou seu intento. Colaborou para a circulação e a fruição dos filmes de animação, estimulou o talento de animadores, alguns dos quais foram formados no festival, e propiciou a um grande público travar o primeiro contato com a animação e ficar fã da arte por toda a vida. A equipe da Petrobras é unânime em dizer: “O prazer foi todo nosso”.