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Duas plataformas da Petrobras, construídas no Brasil e recém-inauguradas, já têm importância fundamental para o país e são grandes promessas para os próximos anos. Contribuíram para a revitalização da indústria naval brasileira e a geração de emprego e renda. Afinal, em sua construção, foram utilizados mais de 70% de bens e serviços adquiridos de fornecedores brasileiros. Além disso, reforçarão a auto-suficiência do Brasil em petróleo acrescentando 360 mil barris diários à produção local de petróleo e gás. As plataformas são o FPSO P-53, que entrou em operação em 30 de novembro, e a unidade semi-submersível P-51, que começará a produzir em 2009.

O Presidente  do Brasil (ao centro) participou da inauguração do FPSO P-53

P-53

Resultado da conversão do navio português Setebello, o FPSO P-53, construído no Brasil como elemento importante do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo brasileiro, deu impulso considerável à indústria naval brasileira. Afinal, conforme destaca o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, gerou cerca de 4,5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos.

No âmbito energético, também será grande a sua contribuição. “O FPSO terá capacidade de produção de 180 mil barris de óleo de 20º API por dia, de compressão de seis milhões de m3 por dia de gás e de geração elétrica de 92MW. Já no que diz respeito à capacidade de injeção de água, totalizará 245 mil barris por dia”, diz o gerente executivo de Exploração e Produção Sul-Sudeste da Petrobras, José Antonio Figueiredo.

FPSO P-53

O FPSO será instalado no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos, a 120 km da costa, ficando ancorado a uma profundidade de 1.080m e constituindo a primeira unidade de produção daquele campo. Ali, será interligado a 21 poços, sendo 13 produtores de petróleo e gás e oito injetores de água.

Equipado com sistema turret de 26 cm de diâmetro, isto é, torre receptora de linhas flexíveis de produção, injeção, oleodutos, gasodutos e linhas de ancoragem, terá, ainda, capacidade de receber até 75 linhas flexíveis.

A produção de petróleo será escoada para a terra por intermédio da plataforma de rebombeio autônoma PRA-1. Quanto ao gás produzido por dia, parte será destinada ao consumo interno da unidade, funcionando como combustível para a geração de energia. O restante será exportado para a plataforma P-26, para ser incorporado à malha de gás da Bacia de Campos.

P-51

Destinada a operar no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos (RJ), a 150 km da costa, em lâmina d’água de 1.255m, a P-51 é a primeira plataforma semi-submersível construída integralmente no Brasil. E, também, mais um resultado da política implementada pelo governo brasileiro e pela Petrobras para incentivar a indústria naval do país.

Plataforma de rebombeio autônoma PRA-1

Nesse âmbito, a unidade foi elemento-chave como integrante do Plano de Aceleração do Crescimento em vigor no Brasil. “Somente as obras geraram 4 mil empregos diretos e 12 mil indiretos, o que propiciou o crescimento da indústria brasileira e a consolidação da política de conteúdo nacional no Brasil”, explica o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella.

Incluída no Plano Diretor de Escoamento e Tratamento da Bacia de Campos (PDET) e no Plano de Antecipação da Produção de Gás Natural (Plangas), a P-51, também contribuirá para o aumento da oferta de gás ao mercado brasileiro.

Plataforma semi-submersível P-51

A plataforma terá capacidade de produção de 180 mil barris de óleo de 22º API por dia, de compressão de seis milhões de m3 de gás por dia, de injeção de 282 mil bpd de água e de geração elétrica de 100MW, total suficiente para abastecer uma cidade de 300 mil habitantes. Além disso, interligada a 19 poços, sendo dez produtores de óleo e gás e nove injetores de água, será responsável por cerca de 8% do volume total de petróleo produzido no Brasil quando atingir seu pico de produção, previsto para 2010.

Tendo em vista a contribuição que as plataformas P-53 e P-51 prestaram para a revitalização da indústria naval brasileira e o importante papel reservado a ambas no fortalecimento da auto-suficiência do Brasil em petróleo, a Petrobras e o Brasil já podem comemorar novas conquistas. E maior desenvoltura para ousar mais daqui para a frente.

P-53

Localização:
campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos, a 120km da costa
Capacidade de produção:
180 mil bpd
Capacidade de compressão de gás:
6 milhões de m3 por dia
Capacidade de injeção de água:
245 mil barris por dia
Geração elétrica:
92 MW
Lâmina d’água:
1.080m
Poços produtores
13
Poços injetores:
8
Acomodações:
240 pessoas
Extensão:
356,5m de comprimento x 57,3m de largura
Peso total:
110 mil toneladas

P-51

Localização:
campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, a 150km da costa
Capacidade de produção:
180 mil bpd
Capacidade de compressão de gás:
6 milhões de m³ por dia
Capacidade de injeção de água:
282 mil barris por dia
Geração elétrica:
100 MW
Lâmina d’água:
1255m
Poços produtores:
10
Poços injetores:
9
Acomodações:
200 pessoas
Extensão:
125m de comprimento x 110m de largura
Peso total:
48 mil toneladas