Sondagem Terrestre
Petrobras trabalha para ampliar sua produção terrestre de petróleo e gás em 30% e perfurar cerca de 900 poços no Brasil, por ano, até 2010.
O sucesso de seu Programa de Revitalização de Campos com Alto Grau de Explotação, o Recage, tem possibilitado à Petrobras intensificar suas atividades de perfuração de poços terrestres no Brasil e trabalhar para atingir uma ousada meta. A idéia é aumentar sua produção terrestre de petróleo em cerca de 30% até 2010, totalizar 900 poços terrestres perfurados por ano aproximadamente, alavancar a produção de campos maduros e, mediante a ampliação das atividades exploratórias nas bacias sedimentares terrestres, beneficiar a economia de diversos estados brasileiros pelos investimentos realizados ali. A Gerência Geral de Sondagem Terrestre, especialmente criada na área de Exploração e Produção da Companhia, no âmbito das regiões Norte e Nordeste, coordenará os trabalhos realizados, de modo a garantir o cumprimento da meta em sintonia com as melhores práticas operacionais de sondagem e de Segurança, Meio Ambiente e Saúde.

“Vamos ampliar nossa produção terrestre, que hoje é de cerca de 230 mil barris diários de óleo, isto é, quase 13% da produção nacional, em 30%. Assim, totalizaremos 300 mil barris diários em 2010 apenas nas regiões Norte e Nordeste. O número de poços terrestres perfurados por ano será maior do que o dobro, passando de 430 para cerca de 900. Poços antigos também já começam a ser reabertos, restaurados e recompletados. Para se atingir os resultados previstos, por sua vez, o total de sondas de perfuração terrestre será aumentado em 100%, perfazendo cerca de 50”, explica o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella.

O sucesso dos trabalhos será garantido por intermédio de medidas como otimização de custos, aproveitamento de benefícios de contratação em escala, ampliação do conteúdo nacional em máquinas e equipamentos, melhorias na eficiência operacional e aprimoramento da gestão de contratos, com foco em produtividade e rentabilidade.
“Uma estrutura integrada, com foco em poços, nos estados em que estão localizados os campos terrestres da Petrobras – Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia e Espírito Santo – facilita, ainda mais, o andamento das atividades”, ressalta Estrella. A nova gerência, por sua vez, está sediada no Rio Grande do Norte, estado que concentra grande parte das atividades de explotação terrestre da Petrobras no Brasil.
A produção em terra no Brasil apresenta vantagens significativas. “O investimento em tecnologia necessário é menor. Os riscos são menores do que os envolvidos em operações marítimas. O deslocamento de equipamentos em terra é mais fácil e rápido do que no mar, mesmo de um estado para outro. As instalações de superfície são mais simples e fáceis de se montar. Além disso, o retorno financeiro é mais rápido e previsível”, afirma Estrella.

Há muito trabalho pela frente. E, para implementá-lo, vultosos recursos estão sendo investidos, em especial na província petrolífera do Norte Capixaba, no Espírito Santo, e nas regiões Norte e Nordeste, onde a revitalização de campos maduros terrestres vem sendo intensificada. Para se ter uma idéia, mais de dois bilhões de reais serão investidos até 2009 nos quatro principais projetos da área de Exploração e Produção da Petrobras nessas duas regiões, no âmbito da recuperação de campos maduros. Os projetos consistem no desenvolvimento do Pólo de Miranga, na Bahia; do Pólo de Carmópolis, em Sergipe; do Pólo de Canto do Amaro, no Rio Grande do Norte; e do Pólo Urucu, no estado do Amazonas. Os projetos são bastante atrativos do ponto de vista da economicidade por razões como a agilidade de implantação; a predominância de óleo leve ou parafínico nos locais, ambos com alto valor de mercado; e os investimentos de baixo risco envolvidos, uma vez que as atividades são implementadas em áreas já conhecidas geologicamente.

Independentemente das particularidades de cada campo, uma coisa é certa no que se refere à sondagem terrestre. A intensificação das atividades da Petrobras no âmbito da exploração e da produção em terra, incluindo a retomada de investimentos em campos maduros, é uma contribuição a mais para a manutenção da auto-suficiência brasileira em petróleo e está em total sintonia com a estratégia da Petrobras de aumentar a produção brasileira de petróleo e gás. A iniciativa, portanto, é mais do que bem-vinda.