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Resultados Consolidados
A fim de possibilitar a comparabilidade, os comentários de análise do resultado, a seguir, foram elaborados com base na Lei 6.404/76 antes dos ajustes da Lei 11.638/07 e complementados com uma conciliação para os novos critérios.
A Petrobras, suas Subsidiárias e Controladas apresentaram um lucro líquido consolidado de R$ 33.915 milhões no exercício social findo em 31.12.2008, após a eliminação das operações intercompanhias e a dedução da participação dos acionistas não controladores, com um aumento de 53% em relação ao exercício anterior (R$ 21.512 milhões).
Contribuíram para esse desempenho:
- > Aumento do lucro bruto em R$ 8.504 milhões, devido:
- >> Aumento dos preços médios de realização de derivados e petróleos, no mercado interno e exportações (R$ 26.289 milhões), com destaque para a Nafta, QAV e Óleos Combustíveis, refletindo o comportamento das cotações internacionais, e para o Diesel e a Gasolina, relacionados aos reajustes aplicados a partir do mês de maio de 15% e 10%, respectivamente, além dos reajustes trimestrais do Gás Natural importado, que contribuem para corrigir os contratos de fornecimento de gás, e aos maiores preços da Energia Elétrica comercializada devido ao acionamento emergencial das térmicas no início do ano;
- >> Superando os maiores gastos com importação de petróleo, derivados e gás (R$ 12.301 milhões), participações governamentais (R$ 6.011 milhões), transportes marítimos e dutoviários (R$ 553 milhões) e produtos não petrolíferos, basicamente biodiesel (R$ 728 milhões), compensados pelos menores gastos com materiais, serviços e depreciação (R$ 124 milhões).
- > Aumento em despesas operacionais (R$ 2.927 milhões), destacando:
- >> Vendas (R$ 1.579 milhões), em decorrência do maior volume das vendas nos mercados interno e externo, que acarretou no aumento de afretamento de navios, além da elevação da cotação dos fretes no mercado internacional complementado pelo efeito da apreciação do Dólar no ano (R$ 1.157 milhões) e maior provisionamento de créditos de liquidação duvidosa (R$ 103 milhões);
- >> Gerais e Administrativas (R$ 1.066 milhões), decorrentes do aumento de gastos com pessoal, devido ao aumento da força de trabalho e acordos coletivos no país (R$ 233 milhões) e no exterior (R$ 479 milhões), além de serviços de terceiros, em consultorias, auditorias e processamento de dados, no país (R$ 164 milhões);
- >> Custos Exploratórios (R$ 1.084 milhões), relativo à baixa de poços secos ou sem viabilidade econômica no país (R$ 971 milhões) devido ao aumento contínuo de poços perfurados nos últimos anos, reflexo da intensificação do programa de investimentos da Companhia e à elevação do custo unitário de perfuração de poços, motivada pela pressão do aquecimento da indústria sobre os insumos;
- >> Provisão para perda no valor recuperável dos ativos de Exploração e Produção (R$ 479 milhões), refletindo a redução na cotação internacional do petróleo;
- >> Outras Despesas Operacionais (R$ 148 milhões), devido as perdas com desvalorização de estoques (R$ 1.381 milhões), em função da redução de preços das commodities, compensada pela inexistência de despesa extraordinária incorrida com o Plano Petros (R$ 1.050 milhões) em 2007 e de outros gastos, tais como: Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) e encargos e multas contratuais (R$ 106 milhões).
Superando a redução ocorrida com despesas relativas a:
- >> Plano de Pensão e de Saúde (R$ 1.068 milhões), em virtude dos compromissos assumidos com o Acordo de Obrigações Recíprocas (R$ 697 milhões) em 2007, além da redução, em 2008, da despesa atuarial em função do bom resultado dos ativos do Plano em 2007 (R$ 185 milhões) e da implementação do benefício farmácia em 2007 (R$ 97 milhões);
- >>Tributárias (R$ 355 milhões), em virtude da extinção da CPMF, compensado pelo aumento da alíquota do IOF a partir de janeiro de 2008 e pelo aumento de impostos no exterior, destacando os incidentes sobre dividendos e contratos de mútuo.
Resultado Financeiro positivo (R$ 8.043 milhões), em virtude dos ganhos com variações cambiais sobre recursos aplicados em ativos no exterior, conforme discriminado a seguir:
| (R$ Milhões) | |||
|---|---|---|---|
| Jan-Dez/2008 | Jan-Dez/2007 | Variação | |
| Efeito Cambial sobre Endividamento Líquido | (1.315) | (688) | (627) |
| Variação Monetária s/financiamentos | (321) | (110) | (211) |
| Despesas Financeiras Líquidas | (2.566) | (1.805) | (761) |
| Resultado financeiro sobre endividamento líquido | (4.202) | (2.603) | (1.599) |
| Variação Cambial s/Utilização de Recursos no Exterior via Controladoras | 6.418 | (2.254) | 8.672 |
| Hedge sobre operações comerciais e financeiras | |||
| Comercial | 665 | (410) | 1.075 |
| Financeiro | (22) | (19) | (3) |
| Total Hedge | 642 | (429) | 1.071 |
| Títulos e Valores Mobiliários | 248 | 417 | (169) |
| Outras despesas e receitas financeiras líquidas | 584 | 941 | (357) |
| Outras variações cambiais e monetárias líquidas | 330 | (95) | 425 |
| Resultado Finaceiro Líquido - Lei 6.404/76 | 4.020 | (4.023) | 8.043 |
Maior ganho no resultado de investimentos em participações societárias relevantes (R$ 66 milhões), efeito da variação cambial sobre a conversão das Demonstrações Contábeis das controladas no exterior (R$ 1.315 milhões), reflexo da apreciação do dólar no ano (32%) e ganho por mudança de participação, devido à reestruturação societária da Quattor Participações (R$ 409 milhões), compensados pelo desempenho das participações no setor petroquímico (R$ 878 milhões) e amortização de ágio (R$ 273 milhões).
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