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Resultados por área de negócio
A Petrobras é uma companhia que opera de forma integrada, sendo que a maior parte da produção de petróleo e gás, oriunda da área de Exploração e Produção, é transferida para outras áreas da Companhia.
Destacamos, abaixo, os principais critérios utilizados na apuração de resultados por área de negócio:
- a. Receita operacional líquida: são consideradas as receitas relativas às vendas realizadas a clientes externos, acrescidas dos faturamentos e transferências entre as áreas de negócio, tendo como referência os preços internos de transferência definidos entre as áreas, com metodologias de apuração baseadas em parâmetros de mercado;
- b. No lucro operacional estão computados, além da receita operacional líquida, os custos dos produtos e serviços vendidos, que são apurados por área de negócio, considerando o preço interno de transferência e os demais custos operacionais, bem como as despesas operacionais efetivamente incorridas em cada área;
- c.O resultado financeiro é todo alocado ao grupo de órgãos corporativos;
- d. Ativos: contemplam os ativos identificados a cada área. As contas patrimoniais de natureza financeira são alocadas ao grupo de órgãos corporativos;
- e. Os comentários sobre o desempenho econômico das áreas de negócios foram elaborados com base em critérios contábeis da Lei 6.404/76.
EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO
A elevação no resultado decorreu dos maiores preços médios do petróleo nacional e do aumento de 4% na produção diária de óleo e LGN.
Parte destes efeitos foi compensada pela elevação dos gastos com participações governamentais, com perda estimada na recuperação de ativos - em função da redução na cotação internacional do petróleo ao final do exercício, que afetou as projeções futuras - e com custos exploratórios, decorrentes, principalmente, de baixa de poços secos ou sem viabilidade econômica.
O spread entre o preço médio do petróleo nacional vendido/transferido e a cotação média do Brent aumentou de US$ 10,95/bbl em 2007, para US$ 15,44/bbl em 2008.
ABASTECIMENTO
A redução no resultado decorreu da elevação dos custos de aquisição/transferência de petróleo e de importação de derivados, juntamente com os seguintes fatores:
- >> Maiores gastos com frete - em função do maior volume vendido de petróleos e derivados nos mercados interno e externo;
- >> Perdas nas participações societárias em petroquímicas, refletindo a desvalorização do Real frente ao Dólar no endividamento e maiores gastos com aquisição de nafta;
- >> Perdas com desvalorização dos estoques. Parte desses efeitos foi compensada pelo aumento no preço médio de realização dos derivados nos mercados interno e externo, e pelo ganho de equivalência patrimonial por mudança de participação devido à reestruturação societária na Quattor, empresa petroquímica.
GÁS E ENERGIA
O melhor resultado decorreu do aumento nas margens de comercialização de gás natural e energia elétrica - influenciado por melhores preços de realização - e pelo acréscimo nos volumes de venda de energia elétrica e de gás natural. Parte desses efeitos foi compensada pela provisão para redução ao valor de mercado dos estoques de gás natural liquefeito (GNL) no valor de R$ 122 milhões.
DISTRIBUIÇÃO
O acréscimo no resultado foi gerado pelo aumento de 10% no volume de vendas e pela redução das despesas operacionais - refletindo, principalmente, a extinção da CPMF e a revisão dos valores envolvidos em processos judiciais, ocorrida em 2007. O aumento do volume de vendas contribuiu para a elevação da participação no mercado de distribuição de combustíveis, de 34,3% em 2007, para 34,9% em 2008.
INTERNACIONAL
Os principais eventos que influenciaram a redução do resultado de 2008 foram as mudança de patamar dos preços do petróleo e derivados, a partir de setembro/2008, as perdas com desvalorização dos estoques nos EUA, Japão e Argentina (R$ 699 milhões), a provisão com litígio de royalties de R$ 220 milhões, a perda pela devolução do bloco 31 no Equador (R$ 178 milhões), a amortização total do ágio apurado na aquisição da refinaria de Pasadena (EUA) de R$ 374 milhões e a não recorrência dos ganhos apurados em 2007, pela venda das refinarias da Bolívia e empresas na Argentina (R$ 111 milhões). Essa redução foi compensada, em parte, pelos efeitos da desvalorização cambial do real em relação ao dólar norte-americano sobre a conversão das demonstrações contábeis (R$ 1.002 milhões).
CORPORATIVO
A redução no resultado negativo foi decorrente dos seguintes fatores:
- >> Redução nas despesas financeiras líquidas (R$ 8.043 milhões);
- >> Reversão do resultado com acionistas não controladores, refletindo a desvalorização do Real frente ao Dólar no endividamento das Sociedades de Propósito Específico e empresas controladas - onde a Petrobras e suas Subsidiárias não possuem participação integral;
- >> Menores despesas com plano de pensão e saúde (R$ 1.196 milhões) em decorrência da repactuação do regulamento do Plano Petros ocorrida em 2007;
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