MELHORIA DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Princípio 8 - Desenvolver iniciativas práticas para promover e disseminar a responsabilidade socioambiental

Os projetos de eficiência energética implementados na companhia, em 2008, acarretaram uma economia de 1,34 TJ, ou 240 barris de óleo equivalente por dia (boed). Com essa economia, evitou-se a emissão de 40 mil toneladas de CO2 equivalente.

caption da tabela
Consumo de enrgia por fonte no sistema Petrobras (em terajoules - tj)
  1. 1) Os valores englobam o consumo de refinariais, fábricas, petroquímicas, unidades termelétricas, estações de compressão das malhas de gasodutos, prédios administrativos, postos escolas, entre outros. o cálculo não inclui o gás natural queimado em tocha (flare) ou usado como matéria-prima nas plantas petroquímicas e unidades termelétricas.
  2. 2) as áreas com maior consumo energético são abastecimento (276,6 mil tj), Área internacional (144,7 mil tj) e exploração e produção (142,1 mil tj).
Energia Direta R$ Mil
Óleo diesel 23.323
Óleo combustível 123.358
Gás natural 257.843
Gás de refinaria 81.956
Gás residual 2.290
Gás liquefeito de petróleo (GLP) 3.534
Coque 69.601
Outros (inclui gasolina, álcool e querosene) 1.701
Total de Consumo de energia direta 536.606
Energia Indireta R$ Mil
Valor importado 12.173
Energia elétrica importada 28.855
Total de Consumo de energia indireta 1.028
Total de Consumo de energia 604.633 (1) (2)
  • 1) Os valores englobam o consumo em refinarias, fábricas, petroquímicas, unidades ternelétricas, estações das malhas de gasodutos, prédios administrativos, postos escolas, entre outros, o cálculo não inclui o gás natural queimado em tocha (flare) ou o usado como matéria-prima nas plantas petroquímicas e unidades termelétricas.
  • 2) as áreas com maior consumo enrgético são abastecimento (257,6 mil t), Área internacional (144,7 mil t) e exploração e produção (142,1 mil t).

A diminuição de economia em relação a 2007 deve-se à entrada em operação de apenas 16 de um total de 53 projetos de eficiência energética. Outros 37 ainda não estão sendo contabilizados pelo Programa de Eficiência Energética, apesar de estarem em fase de projeto conceitual, básico, de detalhamento ou em processo de instalação.

A Petrobras consumiu no desenvolvimento de suas atividades, em 2008, 604.633 terajoules (TJ) de energia proveniente de diversas fontes primárias, com destaque para gás natural e óleo combustível.

A melhoria da eficiência energética é considerada uma solução de baixo custo para a redução da emissão de gases associados ao aquecimento global e para a diminuição do impacto das mudanças do clima. A busca da excelência em eficiência energética integra a estratégia corporativa da Petrobras.

Desde 1974, o Programa Interno de Conservação de Energia atua na coordenação e implementação das atividades da companhia relacionadas à eficiência energética. Em alinhamento ao programa, cada Comissão Interna de Conservação de Energia (Cice) tem entre suas atribuições levantar o potencial de redução de consumo ou despesas com energia, além de empreender ações para conscientizar e envolver todos os empregados. O Sistema Petrobras conta com 36 Cices, cujos trabalhos são orientados pelo Comitê de Coordenação das Comissões Internas de Conservação de Energia (Comcice), composto por representantes de diversas áreas de negócio e de serviços da companhia.

Entre as iniciativas para redução do consumo de energia indireta estão a instalação de aquecedores solares e a otimização da eficiência dos sistemas de ar-condicionado, iluminação predial e computadores. A instalação de sistemas termossolares em sete unidades do Abastecimento gerou uma economia de 2.885 MWh/ano (10,39 TJ/ano), equivalente a se deixar de emitir 296 toneladas de CO2 por ano. Na Unidade de Negócio de Exploração e Produção da Bahia, está sendo negociada a instalação de uma usina piloto para uso de energia eólica com capacidade de 5 MW, capaz de permitir redução anual da ordem de 15.900 MWh (57,2 TJ/ano) no consumo de energia proveniente de outras fontes.

Em maio, o Seminário Internacional Petrobras de Eficiência Energética envolveu cerca de 400 participantes da companhia e representantes de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), a União Europeia e o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC). Durante o evento, foi entregue o Prêmio Petrobras de Conservação de Energia 2008 aos melhores trabalhos desenvolvidos na companhia nessa área. Criado em 1994, o prêmio inclui as categorias “melhores resultados obtidos com a conservação e racionalização do uso de energia elétrica e combustíveis pelas unidades de negócios” e “melhores medidas implantadas para o uso de energia”.

ÁGUA

Para uso nas atividades operacionais e administrativas da companhia, foram captados, no ano, 195,18 milhões de m3 de água doce. Esse volume foi proveniente de 176 fontes, incluindo 58 corpos hídricos superficiais (66% do volume total) e 62 mananciais subterrâneos (25% do volume total). Os 9% restantes foram supridos por 56 concessionárias de abastecimento ou empresas terceirizadas. A redução em relação ao volume de água captado em 2007 (216,49 milhões de m3) deveu-se principalmente a ações desenvolvidas pela companhia visando ao aprimoramento da metodologia e da sistemática para levantamento e apuração de informações quanto ao uso do insumo. Não foram registrados mananciais afetados qualitativa ou quantitativamente de maneira significativa pela captação direta ou pelo lançamento de efluentes.

Em 2008, foi iniciada a implantação na companhia do sistema Data Hidro, banco de dados que possibilita o registro e a consulta de informações quantitativas e qualitativas sobre a utilização da água e da geração de efluentes líquidos nas unidades operacionais da Petrobras, além de consolidar indicadores e custos referentes ao uso desses recursos. O Data Hidro contribui significativamente para a verificação do atendimento aos padrões de lançamento de efluentes no ambiente.

Estão em desenvolvimento mais de 70 projetos relacionados ao uso racional da água nas instalações da companhia, envolvendo aspectos como reutilização do recurso natural no processo produtivo do petróleo, purificação de efluentes para reúso e aprimoramento dos sistemas de dessalinização em plataformas marítimas. Ao longo do ano, a companhia reutilizou cerca de 12,88 milhões de m3 de água em seus processos e operações, o que corresponde a 6,6% de todo o volume de água doce captada. A lgumas práticas convencionais da indústria de óleo e gás não estão contabilizadas nesse total, dentre elas a recuperação de condensado em ciclos térmicos e a recirculação de água de resfriamento. Mais informações no estudo de caso das páginas 106 e 107.

MATERIAIS E OUTROS RECURSOS NATURAIS

Em junho, a Petrobras apresentou, durante a III Feira Brasileira de Reciclagem, Preservação e Tecnologia Ambiental (ReciclAção), no Paraná, a tecnologia utilizada pela Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) para o processamento de pneus usados e inservíveis, responsável por reciclar mais de 11 milhões de pneus desde 2001.

Processada em conjunto com o xisto, cada tonelada de pneu rende cerca de 530 kg de óleo, 40 kg de gás, 300 kg de carbon black e 100 kg de aço. Os resíduos gerados pelo processo servem de insumo para termelétricas ou podem retornar ao solo sem comprometer o meio ambiente. O tempo de decomposição de um pneu na natureza é de pelo menos 600 anos.

No segmento de produtos asfálticos, um dos produtos oferecidos pela Petrobras Distribuidora é o asfalto-borracha, modificado pela agregação de borracha moída proveniente de pneus inservíveis. O uso desse material proporciona ao revestimento alta elasticidade, resistência ao envelhecimento e coesividade, além de ótima relação entre custo e benefício.

A Petrobras ainda não consolida o volume total de materiais usados, o que impede calcular a percentagem de materiais utilizados provenientes de processos de reciclagem. No caso da Petrobras Distribuidora, destaca-se o etanol, referente a 69% do valor total de compras da subsidiária. Foram adquiridos em 2008 cerca de 4,39 bilhões de litros do produto.