A PETROBRAS RENOVOU, EM 2008, SUA PARTICIPAÇÃO NOS DOW JONES SUSTAINABILITY INDEXES (DJSI), CARTEIRA DA BOLSA DE AÇÕES DE NOVA YORK
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Ações para a Sustentabilidade
A Petrobras acredita que conduzir suas atividades e negócios de forma responsável e transparente é a maneira mais eficaz de contribuir para o desenvolvimento sustentável do planeta. Por essa razão, vem adotando iniciativas para aprimorar a gestão e os investimentos, a fim de monitorar seu desempenho, aumentar a qualidade dos projetos realizados e obter resultados consistentes para suas ações.
Ao firmar sua participação no Pacto Global da Organização das Nações Unidas, a companhia estabeleceu os temas estratégicos que contextualizam e orientam suas ações para a sustentabilidade. O compromisso de cumprir os dez princípios desta iniciativa - relacionados a Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Transparência - norteia as decisões e favorece a coerência entre as ações realizadas e os objetivos estabelecidos no pacto.
RESPONSABILIDADE SOCIAL ALIADA À GESTÃO
Na Petrobras, a responsabilidade social é tratada de forma corporativa. Isso significa que as diversas unidades e subsidiárias promovem ações de acordo com as políticas e diretrizes estabelecidas pela companhia. Este modelo de organização e gestão proporciona melhor disseminação das orientações e alinhamento de atuação entre as empresas do Sistema Petrobras.
O Comitê de Gestão de Responsabilidade Social (CGRS) é um espaço para a discussão de assuntos relacionados ao tema e para a proposição de iniciativas a serem apresentadas ao Comitê de Negócios e, posteriormente, submetidas à aprovação da Alta Administração.
O CGRS é composto por 17 integrantes, entre gerentes executivos e representantes das subsidiárias Transpetro e Petrobras Distribuidora. Entre suas atribuições, destacam-se: propor estratégias e diretrizes corporativas de responsabilidade social; definir metas, monitorar e avaliar o desempenho; e promover a divulgação das ações e resultados da companhia neste contexto.
A Petrobras é uma das empresas associadas à Globally Responsible Leadership Initiative (GRLI), iniciativa da European Foundation for Management Development (EFMD), apoiada pelo Pacto Global da ONU, que visa a promover e apoiar o desenvolvimento de líderes responsáveis.
Em parceria com a Fundação Dom Cabral e sob coordenação da EFMD, a companhia criou uma metodologia própria para a formação do Líder Globalmente Responsável. No primeiro módulo, integrantes da alta gerência participaram de quatro seminários entre 2007 e 2008. Para 2009, a previsão é expandir a capacitação entre os demais gerentes e, posteriormente, difundir a metodologia ao redor do mundo por meio das redes associadas ao Pacto Global da ONU.
O compromisso de cumprir os dez princípios do Pacto Global da ONU – relacionados a Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Transparência – norteia as Decisões da Petrobras.
PARTICIPAÇÃO EM INICIATIVAS E ASSOCIAÇÕES
O compromisso da Petrobras com a sustentabilidade não está expresso apenas nos documentos estratégicos e processos de gestão interna. A companhia participa de uma série de iniciativas e integra diversas associações e organizações nacionais e internacionais, por meio das quais aprofunda as discussões de temas estratégicos, conhecendo e compartilhando melhores práticas de responsabilidade social.
Pacto Global da ONU — Iniciativa da Organização das Nações Unidas por meio da qual as organizações se comprometem voluntariamente a cumprir e comunicar seu desempenho em relação a dez princípios relacionados a Trabalho, Direitos Humanos, Meio Ambiente e Transparência. A Petrobras é signatária desde 2003 e o presidente da companhia passou a integrar o Conselho Internacional do pacto em 2006. No Comitê Brasileiro do Pacto Global, a Petrobras compartilha com a CPFL Energia a liderança da Comissão de Direitos Humanos e Trabalho e da Comissão de Meio Ambiente.
ISO 26000 — Futura norma internacional de responsabilidade social, está em fase de elaboração com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2010. A Petrobras participa de seu processo de desenvolvimento como representante do segmento indústria na delegação brasileira. Com o objetivo de promover a discussão da norma no Brasil, a companhia e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) vêm realizando seminários temáticos, com destaque para o workshop Petrobras - ABNT- ISO Devco (Comissão da ISO para países em desenvolvimento). Realizado em 2008, contou com a participação da delegação brasileira e de representantes de partes interessadas do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela, na América do Sul.
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) — Apesar de ser uma iniciativa destinada a países que se comprometem a atingir os objetivos até 2015, a Petro- bras apoia os ODM e realiza ações para colaborar com o seu alcance, por meio de um convênio estabelecido com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2008, a companhia patrocinou a segunda edição do Prêmio ODM Brasil, que reconhece projetos de inclusão social, alcance da cidadania e pro- moção dos direitos humanos.
Statement of G-8 Climate Change Roundtable — Por meio desta declaração, líderes de empresas em todo o mundo assumem o apoio aos esforços de conscientização frente à mudança climática, implementando políticas e medidas para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa. A Petrobras aderiu à iniciativa em 2005, mesmo ano de seu lançamento.
Partnering Against Corruption Initiative (PACI) — Lançada em 2004, é uma iniciativa do Fórum Econômico Mundial que congrega empresas para estabelecer princípios e práticas de integridade, justiça e ética nas relações de competição do mercado. A Petrobras é signatária desde 2005 e se compromete a desenvolver um programa efetivo de implantação destes princípios e a adotar uma política de tolerância zero a subornos.
Extractive Industry Transparency Initiative (EITI) — Estabelecida em 2002, a EITI é fruto de uma aliança entre governos, organizações internacionais, investidores, empresas e grupos da sociedade civil para aprimorar a transparência e a prestação de contas no setor extrativista, propiciando melhoria na gestão dos recursos obtidos com esta atividade. A Petrobras integra a iniciativa desde 2005 e se compromete a estimular iniciativas para a transparência junto aos governos dos países em que está presente.
Global Reporting Initiative (GRI) — A organização conduz a elaboração de diretrizes para relatórios de sustentabilidade, em um processo que envolve representantes de diversas partes interessadas ao redor do mundo. Por seu caráter participativo e pela abrangência dos indicadores, é considerada a principal referência internacional.
Em 2003, a Petrobras passou a utilizar as diretrizes GRI na elaboração do Balanço Social e Ambiental e, em 2006, se associou à organização por meio do programa Organizational Stakeholder. Desde 2007, a companhia é integrante do Conselho Internacional de Stakeholders da GRI, como uma das representantes do segmento indústria da América Latina. O conselho discute e delibera sobre a governança da GRI e faz recomendações ao Conselho de Diretores no processo de elaboração das diretrizes.
World Business Council for Sustainable Development (WBSCD) — Participam da iniciativa mais de 200 empresas líderes mundiais, que discutem soluções para promover a integração dos princípios da sustentabilidade nos negócios. A Petrobras integra o WBCSD desde 2007. No Brasil, a companhia também faz parte do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável – CEBDS, entidade da rede nacional de conselhos do WBCSD, que trabalha para alcançar o objetivo da integração junto às em- presas brasileiras.
International Petroleum Industry Environmental Conservation Association (IPIECA) — Em 2006, a Petrobras tornou-se membro desta organização sem fins lucrativos que reúne empresas de petróleo e associações empresariais de todo o mundo com o objetivo de promover boas práticas de Saúde, Meio Ambiente e Segurança por meio da elaboração de manuais, guias e diretrizes. As discussões se concentram em temas como mudança climática, biodiversidade, resposta a derramamentos de óleo, saúde e responsabilidade social.
Asociación Regional de Empresas de Petroleo y Gas Natural en Latinoamérica y el Caribe (ARPEL) — Reúne empresas e instituições de petróleo e gás que atuam na América Latina e no Caribe com o objetivo de promover o desenvolvimento e a integração na região e fortalecer o relacionamento com a sociedade. A Petrobras possui representantes em nove comitês e compartilha com a Repsol a presidência do Comitê de Responsabilidade Social Corporativa. Em 2008, o Comitê trabalhou principalmente no desenvolvimento de um Sistema de Gestão para Relacionamento Comunitário.
Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) — Organização que atua para a promoção do desenvolvimento do setor brasileiro de petróleo e gás de modo a torná-lo competitivo, sustentável, ético e socialmente responsável. São mais de 200 integrantes em 44 comissões, comitês e grupos de trabalho, incluindo as Comissões de Biodiesel, de Responsabilidade Social e o HSE Subcommittee (Subcomitê de Saúde, Meio Ambiente e Segurança).
RENOVAÇÃO DO DJSI
Em 2008, a Petrobras renovou sua participação nos Dow Jones Sustentability Indexes (DJSI), carteira da Bolsa de Ações de Nova York composta por empresas com melhor desempenho em aspectos econômicos, sociais e ambientais, na qual está presente desde 2006. De acordo com os critérios de avaliação, a companhia se destacou como referência da indústria de petróleo nos quesitos transparência, gestão da marca, reporte ambiental, biodiversidade, desenvolvimento de recursos humanos e cidadania corporativa. Atualmente, 20 empresas mundiais de petróleo e gás integram os DJSI.
SAÍDA DO ISE
A Petrobras deixou de integrar o portfólio de empresas que compõem o Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São Paulo (ISE-Bovespa) em 2008, do qual fazia parte desde 2006. A diretoria da Petrobras encaminhou ao Conselho Deliberativo do índice um pedido formal de esclarecimento do motivo da decisão e, no documento de resposta, foi convidada a apresentar seus principais projetos de sustentabilidade. A companhia aguarda o agendamento desta apresentação.
O presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos divulgou à imprensa a suposta razão para a exclusão, informação que concerne apenas aos membros do Conselho Deliberativo do índice, pois é protegida por cláusula de confidencialidade. Por este motivo, a companhia decidiu por sua desassociação ao Instituto Ethos e a instituição foi suspensa do Conselho do ISE por um ano.
