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Pesquisa e desenvolvimento apoiam novos projetos
O compromisso da companhia com o desenvolvimento tecnológico se reflete no volume de recursos destinados às atividades de P&D, que em 2008 somaram R$ 1,7 bilhão, mantendo o patamar de 2007.
A Petrobras é a empresa brasileira que mais gera patentes no Brasil e no exterior, e detém o domínio de inúmeras tecnologias. Em 2008, foram depositadas 72 patentes no País, 17% a mais que no ano anterior. O portfólio de patentes abrange todas as áreas de atuação da companhia.
O Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) é o responsável pelo desenvolvimento das tecnologias a serem incorporadas nos processos produtivos da companhia, atendendo às necessidades atuais e futuras da Petrobras. Para dar suporte a estas atividades, o Cenpes conta com um quadro técnico qualificado, formado por mais de 2 mil profissionais, 60% com nível de formação universitária, sendo 58% com pós-graduação em nível de mestrado ou doutorado.
Nos últimos anos, o Cenpes tem ampliado a interação com as comunidades acadêmica e científica do Brasil e do exterior, participando de redes de pesquisa colaborativa e criando núcleos de competência em instituições nacionais, para atender às diversas vocações regionais. A rede de colaboração abrange uma centena de instituições de todas as regiões do País e mais de 70 empresas e instituições de Ciência & Tecnologia internacionais.
A parceria envolve projetos multiclientes, pesquisas em sistema de cooperação, alianças estratégicas e intercâmbio tecnológico.
Com investimentos de cerca de R$ 400 milhões por ano, a parceria com instituições nacionais de Ciência & Tecnologia tem sido fundamental para posicionar o parque tecnológico brasileiro, que dá suporte à atuação da companhia, em patamar semelhante ao dos mais avançados do mundo.
PROJETOS
Foi concluída, em 2008, a caracterização geoquímica da Bacia do Espírito Santo, que, combinada com importantes avanços tecnológicos, contribuirá para o desenvolvimento da produção no pré-sal. Também foram realizados testes do sistema de ancoragem do FPSO que irá operar na área de Tupi.
Além disso, em dezembro foi finalizada a modelagem integrada em 3D das bacias de Santos, Espírito Santo e Campos, que será fundamental na exploração das reservas dessas áreas.
Na Bacia de Campos, entrou em operação o projeto piloto de produção do reservatório de Siri, no campo de Badejo – um passo importante para consolidar a posição de liderança tecnológica da Petrobras na produção marítima de óleo extrapesado e viscoso. Outro destaque do ano foi a aplicação, na cabeça de um poço produtor no campo de Roncador, da tecnologia SGN (Sistema Gerador de Nitrogênio), que remove hidratos de gás de poços produtores submarinos, garantindo melhor escoamento do óleo e a continuidade operacional durante a extração.
EXPANSÃO DA CAPACIDADE DE PROCESSAMENTO
Os projetos básicos de engenharia da Refinaria Abreu e Lima foram concluídos, em 2008, incorporando tecnologias desenvolvidas pelo Cenpes que aumentam a capacidade de processamento de óleos extrapesados e viscosos. O avanço destas tecnologias permitiu o processamento em escala piloto de óleo 8º API, por meio de Craqueamento Catalítico em Leito Fluidificado (Fluid Catalytic Cracking – FCC).
Essa nova técnica de processamento de petróleos não gera resíduos sólidos e é autossuficiente em consumo de energia, contribuindo para a sustentabilidade da atividade de refino. Outra tecnologia com foco na sustentabilidade é a captura de CO2 em unidades de coque, que foi desenvolvida em escala piloto e contribui para tornar o processamento ainda mais limpo.
O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) também teve seus projetos básicos de engenharia concluídos. O destaque é para a unidade de FCC petroquímico, que emprega tecnologia inovadora desenvolvida pela Petrobras e patenteada em diversos países, a ser aplicada em projetos futuros da companhia nas áreas de refino e petroquímica.
BIOCOMBUSTÍVEIS
Em 2008, foi desenvolvido o processo de produção de querosene de aviação feito a partir de matérias-primas renováveis (BIOQAV). Até dezembro de 2009, serão produzidos em escala piloto 50 m3 do novo combustível, para que seja realizado o primeiro teste de voo.
A Petrobras também investe no desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração, usando bagaço e palha de cana-de-açúcar como matéria-prima, além de outros resíduos vegetais. Em 2008, prosseguiram os testes em escala piloto para a produção de etanol a partir de bagaço-de-cana. Com base nas informações obtidas, será desenvolvido o projeto de uma unidade de produção em escala de demonstração, com conclusão prevista para 2009.