Realinhamento da atuação internacional

A descoberta de petróleo na camada pré-sal no Brasil gerou a necessidade de realinhar a estratégia de atuação internacional da Petrobras a partir de 2008.

Nesse sentido, o foco passa a ser a conquista de mercados, o crescimento em downstream, os negócios de gás natural para complementar o mercado brasileiro, a gestão integrada dos recursos críticos em upstream e o alinhamento do portfólio aos segmentos nacionais, visando à geração de valor nos negócios da companhia.

No segmento de Exploração e Produção de petróleo e gás, a companhia mantém ativos em 19 países: Estados Unidos, México, Angola, Nigéria, Tanzânia, Moçambique, Senegal, Índia, Portugal, Irã, Paquistão, Líbia, Turquia, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela e Argentina. No setor de Refino, atua na Argentina, Estados Unidos e Japão, e, no segmento de Distribuição, no Uruguai, Paraguai, Colômbia, Argentina e Chile. Na Argentina, a companhia também está presente nos setores de petroquímica e energia elétrica.

A Petrobras mantém ainda um acordo de cooperação com Cuba em segmentos diversos da cadeia produtiva de petróleo, além de possuir escritórios de representação no Reino Unido, Japão, China e Cingapura.

A produção no exterior em 2008 foi de 123,6 mil bpd de óleo e 17,1 milhões de m³/dia de gás natural – respectivamente, 6,3% e 25% da produção total da companhia. No ano, os investimentos internacionais somaram R$ 6,1 bilhões, sendo 66% destinados a manutenção e desenvolvimento da produção de óleo e gás, e 20% destinados à exploração. Os segmentos de Refino e Petroquímica receberam 9%, enquanto aos de Gás e Energia e Distribuição couberam 5%.

VOLUME DE RESERVAS

As reservas provadas internacionais passaram a 0,99 bilhão de boe, volume 9% inferior ao de 2007, correspondendo a 7% das reservas totais da companhia, segundo o critério ANP/SPE. A redução se deve ao volume produzido no ano (82 milhões de boe) e às alterações no Equador, com a devolução do bloco 31 e a diminuição da participação no bloco 18, de 35% para 15%. Além disso, houve redução de reservas da Nigéria, motivada por revisões técnicas.

Na área de gestão, a Petrobras deu continuidade ao Programa de Processos de Integração Internacional (Proani). Destinado a implementar um modelo único de gestão para facilitar a identificação de novas oportunidades de negócios, a troca de informações e o desenvolvimento profissional de funcionários no exterior, o programa teve sua implantação concluída com sucesso na Argentina. As próximas unidades a receberem o Proani serão as de Angola, Estados Unidos e Chile.

INVESTIMENTOS

Para o período compreendido entre 2009 a 2013, o novo Plano de Negócios da companhia prevê um investimento para a Área Internacional de US$ 15,9 bilhões. O segmento de Exploração e Produção receberá 79% dos recursos – a maior parte destinada ao desenvolvimento e manutenção da produção dos ativos nos Estados Unidos, Nigéria, Angola e Argentina. Os segmentos de Refino, Transporte, Comercialização e Petroquímica ficarão com 7%, dos quais cerca de 40% voltados para novos negócios. Já aos segmentos de Gás e Energia e Distribuição caberão 13% dos recursos, destinados principalmente a novos negócios.