O COMPLEXO PETROQUÍMICO DO RIO DE JANEIRO PROCESSARÁ 150 MIL BPD DE PETRÓLEO A PARTIR DE 2012
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Acordos e incorporações selam alianças
A Petrobras consolidou sua presença na área petroquímica, segmento estratégico que diversifica o portfólio de produtos e valoriza o petróleo e o gás natural.
Em junho de 2008, Petrobras, Petroquisa e Unipar reuniram sob a Quattor Participações (inicialmente denominada Sociedade Petroquímica do Sudeste) todos os ativos objeto do acordo de investimentos: 75% do capital total da Rio Polímeros, 76,6% do capital total da Suzano Petroquímica, 77,2% do capital total da Petroquímica União, 99,9% do capital total da Polietilenos União, e todos os bens, direitos e obrigações que se relacionam à operação da Unipar Divisão Química (UDQ).
A Quattor Participações passou a ser controlada pela Unipar, com 60% do capital votante e total da sociedade. A participação da Petrobras na Quattor Participações passou a ser de 40% do capital votante e total, distribuídos entre Petrobras e Petroquisa em 31,9% e 8,1%, respectivamente.
Ao longo de 2008, a Quattor Participações promoveu Ofertas Públicas de Ações (OPAs) na Quattor Petroquímica (antes denominada Suzano Petroquímica) e na Petroquímica União, aumentando sua participação nessas empresas. Além disso, essas operações resultaram na descontinuidade das Práticas de Governança Corporativa Nível 2 da Bovespa na Quattor Petroquímica e no cancelamento do registro de companhia aberta da Petroquímica União.
No fim do ano, a Quattor Participações detinha 75% do capital total da Rio Polímeros, 99,3% do capital total da Quattor Petroquímica, 99,2% do capital total da Petroquímica União e 100% do capital total da Polietilenos União, além de todos os bens, direitos e obrigações relacionados à operação da UDQ.
CONSOLIDAÇÃO DE ATIVOS - Em 30 de maio, foi concluída a primeira fase do processo de consolidação de ativos petroquímicos resultantes do Acordo de Investimento firmado em 30 de novembro de 2007 entre Petrobras, Petroquisa, Odebrecht, Norquisa e Braskem e aditivado em 14 de maio de 2008. Nesta fase, Petrobras e Petroquisa aportaram na Braskem, por meio de sua subsidiária integral Grust Holdings S.A., suas participações em diversos ativos petroquímicos: 36,5% do capital total da Copesul; 40% do capital total da Ipiranga Química S.A. (IQ) e Ipiranga Petroquímica S.A. (IPQ); e 40% do capital total da Petroquímica Paulínia S.A. (PPSA). Com essas operações e o posterior cancelamento das ações em tesouraria, a Petrobras, em conjunto com a Petroquisa, aumentou sua participação de 8,1% para 31% no capital votante da Braskem (6,8% para 23,8% no capital total).
Em linha com o Acordo de Investimentos e com a conclusão da primeira fase do processo de consolidação, Petrobras, Petroquisa, Odebrecht e Norquisa assinaram novo Acordo de Acionistas da Braskem, ampliando os padrões de governança e possibilitando maior participação da Petrobras no processo decisório, que passou a indicar três conselheiros para o Conselho de Administração (CA) e representantes para todos os comitês de assessoramento ao CA.
Em 30 de setembro, a Braskem concluiu uma importante etapa do processo de consolidação do setor petroquímico brasileiro, com a incorporação da PPSA, da IPQ e, indiretamente, da própria Copesul, incorporada pela IPQ em 11 de setembro. As incorporações promovem a simplificação da estrutura societária, favorecem a ampliação da competitividade da companhia e fortalecem o setor petroquímico nacional.
PROJETOS
COMPLEXO PETROQUÍMICO DO RIO DE JANEIRO (COMPERJ) – Processará 150 mil bpd de petróleo para produção de matérias-primas petroquímicas e derivados a partir de 2012. Além da unidade petroquímica básica (UPB), da central de utilidades e das unidades de segunda geração, o Comperj terá um centro de capacitação de empresas e trabalhadores e uma central de escoamento de produtos líquidos para terminais de carregamento na Baía de Guanabara. As obras de terraplanagem estão em andamento.
COMPANHIA PETROQUÍMICA DE PERNAMBUCO (PETROQUÍMICA SUAPE) – Em agosto, a Citene, sócia da Petroquisa no empreendimento, manifestou a intenção de se retirar da sociedade. Para não comprometer a entrada em operação prevista para 2010, a Petroquisa adquiriu, em setembro, a participação da Citene, tornando-se detentora de 100% do capital. Em 2008, foram iniciadas as fases de construção e montagem industrial.
COMPANHIA INTEGRADA TÊXTIL DE PERNAMBUCO (CITEPE) – A Petroquisa adquiriu a participação da Citene, passando a deter a totalidade do capital no empreendimento. As negociações dos principais equipamentos importados foram concluídas enquanto prosseguem os serviços de terraplanagem.
Com a aquisição pela Petroquisa da totalidade das ações da Citene nas empresas PetroquímicaSuape e Citepe, surgiu a oportunidade de integrar esses projetos e incorporar uma unidade de PET, grau garrafa. As negociações para o ingresso de outro parceiro neste empreendimento integrado estão em andamento.
COQUEPAR – Em parceria com a Brazil Energy e a Unimetal, a Petrobras construirá duas unidades de calcinação de coque de petróleo, uma no Rio de Janeiro e outra no Paraná, valorizando a produção de coque verde. A capacidade total de produção será de 700 mil toneladas/ano.
FERTILIZANTES
Em 2008, a Petrobras manteve a liderança no mercado nacional de uréia e amônia, com vendas da ordem de 650 mil toneladas de uréia e 200 mil toneladas de amônia produzidas em suas duas fábricas. A comercialização dos dois produtos gerou receita bruta acima de R$ 1 bilhão, superando os R$ 840 milhões verificados em 2007.
A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA) produziu 300 mil toneladas de uréia, o maior volume dos últimos nove anos. Já a produção da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) ultrapassou 400 mil toneladas de uréia.
Com relação a novos projetos, estão sendo desenvolvidos estudos de viabilidade de uma planta industrial de uréia e amônia no País (UFN-3) e outra de ácido nítrico, na Bahia. A UFN-3 terá capacidade anual de 1 milhão de toneladas de uréia e 760 mil toneladas de amônia, usando gás como matéria-prima. Na Bahia, está prevista a produção de até 120 mil toneladas/ano de ácido nítrico, destinadas ao Polo Petroquímico de Camaçari, com investimentos da ordem de US$ 260 milhões.
