Expansão da frota e da malha de dutos

A Petrobras atua no segmento de transporte e armazenamento de petróleo, derivados, álcool e gás natural por meio da subsidiária Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), que opera 7.033 km de oleodutos, 4.410 km de gasodutos e 46 terminais – 20 terrestres e 26 aquaviários –, além de 54 navios.

Em 2008, foram transportados por navio 59 milhões de toneladas de petróleo e derivados, 4,8% a menos do que em 2007. Além disso, a Transpetro movimentou por seus dutos 670 milhões de m³ de líquidos, volume semelhante ao de 2007, e uma média de 46 milhões de m³/dia de gás natural, 31% superior à do ano anterior.

NOVOS NAVIOS

A companhia prosseguiu com o Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro, que prevê a construção de 49 navios petroleiros. Mantendo um índice de nacionalização mínimo de 65% em todas as construções, o programa contribui para consolidar a indústria naval brasileira.

A primeira fase do programa está em andamento. Dez navios Suezmax estão em processo de construção no Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco. Os próximos serão quatro navios de produtos, que começarão a ser montados em 2009 no Estaleiro Mauá, no estado do Rio de Janeiro. O primeiro navio tem entrega prevista para 2010.

Outro passo importante foi dado em dezembro de 2008, com a realização da primeira sessão pública de licitação para a segunda fase do programa. Quatro estaleiros apresentaram propostas técnicas e comerciais para a construção de quatro navios Suezmax e três navios Aframax, além de três navios com capacidade de carga de 45 mil toneladas de porte bruto e cinco navios com capacidade de carga de 30 mil toneladas de porte bruto, para transporte de produtos. O resultado da licitação será divulgado em 2009.

CORREDOR DE EXPORTAÇÃO E ETANOL

A Petrobras deu continuidade em 2008 ao projeto do Corredor de Exportação de Etanol, um sistema de transporte dutoviário exclusivo para a exportação do biocombustível. Com conclusão prevista para 2015 e investimento total superior a US$ 1 bilhão, o projeto ampliará para 13 milhões de m3/ano a capacidade de exportação do País, permitindo atender à crescente demanda do mercado externo pelo etanol brasileiro.

Além de adaptações e melhorias em instalações existentes, serão construídos dutos, terminais, centros coletores e estações intermediárias de bombeamento, que serão integrados aos modais rodoferroviário e aquaviário, incluindo a Hidrovia Tietê, em São Paulo.

Até 2010, a Petrobras pretende dobrar a capacidade de exportação de etanol do Terminal Aquaviário da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, com a ampliação das instalações da Ilha d’Água. As obras deverão ser iniciadas no primeiro semestre de 2009.

TERMINAIS E DUTOS

Como parte das iniciativas do Plano Nacional de Gás (Plangás), as unidades de Cabiúnas, no Rio de Janeiro, e Cacimbas, no Espírito Santo, terão suas capacidades de processamento de gás natural incrementadas. Para garantir o escoamento da produção de GLP, a Petrobras está construindo e ampliando instalações na Ilha Comprida e na Ilha Redonda, no Terminal Aquaviário da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Já no Terminal de Guamaré, no Rio Grande do Norte, a infraestrutura marítima e terrestre será ampliada para permitir a movimentação de derivados da Refinaria Potiguar, que começa a ser montada em 2009. A unidade produzirá diesel e gasolina a partir da mistura de nafta e outros produtos intermediários. O projeto receberá investimentos de R$ 340 milhões e tem entrada em operação prevista para 2010.

Em 2008, a malha de gasodutos operados pela Transpetro ganhou quase 800 km, sendo cerca de 600 km no Sudeste e 200 km no Nordeste. Entre os novos gasodutos, destacam-se o Gascav (Cabiúnas-Vitória), no Espírito Santo, com 302 km de extensão; o segundo trecho do Campinas-Rio, com 254,5 km; o segundo trecho do Catu-Carmópolis, com 196 km; e o Açu-Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, com 33 km.

Além disso, também entrou em funcionamento a nova estação de bombeamento do oleoduto Osório-Canoas, no Rio Grande do Sul, aumentando a capacidade de escoamento da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). Ao todo, foram investidos cerca de R$ 250 milhões no oleoduto.