Investimentos de US$ 174,4 bilhões no período 2009-2013

Três fatores de sustentabilidade balizam a estratégia corporativa da Petrobras: crescimento integrado, rentabilidade e responsabilidade social e ambiental. O comprometimento com o desenvolvimento sustentável também norteia as metas de crescimento do Plano de Negócios 2009-2013, que prevê investimentos de US$ 174,4 bilhões.

Deste total, US$ 158,2 bilhões estão relacionados a projetos no Brasil e US$ 16,2 bilhões às atividades no exterior, com foco na América Latina, Estados Unidos e Oeste da África.

Os investimentos se concentram no segmento de E&P, que receberá US$ 104,6 bilhões, incluindo Brasil e exterior, 59%do total aprovado para o período. Deste montante, cerca de US$ 28 bilhões destinam-se ao desenvolvimento do pré-sal, cuja produção deverá atingir a média de 219 mil bpd em 2013. O novo Plano incorpora esta nova fronteira exploratória, traçando metas mais agressivas de crescimento de produção em relação ao plano anterior. A produção total de óleo e gás natural deverá alcançar 3.655 mil boed em 2013, sendo 3.314 mil boed no Brasil.

O segmento de Refino, Transporte e Comercialização (RTC) contará com US$ 43,4 bilhões, o equivalente a 25% dos investimentos totais, mantendo-se a estratégia de aumentar a capacidade de refino para acompanhar o crescimento da produção de petróleo. Os investimentos serão concentrados na melhoria da qualidade dos combustíveis, na elevação do nível de processamento de óleo pesado e na expansão da capacidade. Com a entrada em operação da Refinaria Abreu e Lima, em 2011, do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em 2012, e da 1ª Fase da Refinaria Premium I, em 2013, a carga processada de petróleo no Brasil deverá atingir 2.270 mil bpd em 2013.

Os investimentos em Gás e Energia totalizarão US$ 11,8 bilhões. Acompanhando a crescente produção doméstica de gás natural, este montante permitirá a ampliação da capacidade de escoamento, elevando as vendas no mercado interno.

O Plano estabelece que os projetos tenham conteúdo nacional de 64%, gerando encomendas de US$ 20 bilhões por ano, em média, junto aos fornecedores brasileiros. Cerca de 1 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos serão demandados no País.

RECORDE DE VENDAS E LUCRO LÍQUIDO

LUCRO RECORDE - O resultado da Petrobras em 2008 foi calculado considerando as mudanças nas práticas contábeis brasileiras, por intermédio da Lei 11.638/07.

Reflexo do bom desempenho operacional, econômico e financeiro, o lucro líquido em 2008 alcançou R$ 33 bilhões, recorde na história da companhia, superando em 53,3% o do ano anterior. O lucro operacional consolidado atingiu R$ 46 bilhões, 14,8% acima do registrado em 2007, influenciado pelo maior volume de produção e pelo aumento dos preços médios de realização de petróleo e derivados nos mercados interno e externo. A não recorrência das despesas com repactuação do plano de previdência, que haviam impactado o resultado de 2007, e ganho cambial sobre os ativos monetários líquidos em dólar também contribuíram para o aumento do lucro.

O crescimento no volume de vendas, de 5,5% no mercado interno e de 2% no externo, aliado ao aumento dos preços médios de petróleo e derivados, contribuiu para a elevação da receita operacional bruta consolidada, que atingiu R$ 266,5 bilhões, superando em 22,1% o valor de 2007. A receita operacional líquida, por sua vez, ficou em R$ 215,1 bilhões, 26,1% maior do que a do ano anterior.

No mercado interno, a receita líquida cresceu 23%, atingindo R$ 126,9 bilhões, devido, basicamente, ao aumento de R$ 3,8 bilhões na receita com gás natural, R$ 2,9 bilhões com energia e R$ 17,3 bilhões na receita com derivados, sobretudo diesel, QAV, gasolina, óleo combustível e nafta.

Diante da escalada das cotações internacionais – a média do preço do Brent aumentou 33,7% em relação a 2007, ficando em US$ 96,99 – a companhia reajustou em maio os preços da gasolina (10%) e do diesel (15%), inalterados desde setembro de 2005. Os preços do óleo combustível, da nafta e do querosene de aviação acompanharam as flutuações do mercado internacional e o preço médio dos derivados no mercado interno atingiu R$ 176,4, 13,5% superior à média de 2007.

EBITDA - O EBITDA atingiu R$ 57,2 bilhões em 2008, 14% acima do verificado no ano anterior, assegurando, dessa forma, uma base sólida para o plano de investimentos da Petrobras. O ROCE subiu 1 ponto percentual, em decorrência do aumento no lucro operacional, superando o efeito do maior endividamento provocado pela desvalorização do real e pela aquisição de novos financiamentos.

VENDAS - As vendas totais da Petrobras, incluindo exportações, gás natural e vendas internacionais, atingiram 3.374 mil boed, uma elevação de 4,2% em relação a 2007. O volume de vendas no mercado interno, sem incluir energia, subiu 5,5% em 2008. Esse resultado foi impactado pela comercialização de derivados, que aumentou 1,3% influenciado pelo crescimento do PIB, pelo funcionamento das térmicas emergenciais a diesel e pelo maior volume de produção e expansão da área plantada da safra de grãos e de cana-de-açúcar. Destacam-se, ainda, as exportações recorde de óleo de 439 mil bpd, 24,4% acima do volume registrado no ano anterior, fruto do aumento de produção da companhia.

A venda de gás natural no mercado interno cresceu 20% em relação a 2007, atingindo 18.140 milhões de m3 no ano, devido ao acréscimo de 8% (1 milhão de m³/dia) das vendas de gás não térmico para as distribuidoras no estado de São Paulo e ao aumento de 150% (8 milhões de m³/dia) das vendas para o mercado térmico. Essa evolução da demanda foi motivada pela maior oferta de gás, principalmente em função do incremento da produção do campo de Manati, no litoral baiano, e da entrada em operação dos gasodutos Cabiúnas-Vitória e Vitória–Cacimbas.

Além disso, a Resolução 8 de dezembro de 2007 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) permitiu a geração de energia elétrica a partir de usinas termelétricas para preservar os níveis de água dos reservatórios das hidreléticas. Essa medida influenciou o volume de energia gerado pela Petrobras, que cresceu 253%, atingindo 2.025 MWmédios. Destacou-se, ainda, o início do suprimento do primeiro bloco de energia (352 MWmédios) contratado nos leilões de energia no ambiente regulado (UTE Leonel Brizola).

INVESTIMENTOS - Em 2008, os investimentos da Petrobras atingiram o marco histórico de R$ 53,3 bilhões, 17,8% a mais do que em 2007. Este montante está alinhado à estratégia da companhia de ampliar a atuação nos mercados de petróleo, derivados, petroquímicos, gás e energia, biocombustível e distribuição, com destaque para a ampliação da capacidade futura de produção de petróleo e gás natural no País.

Do total investido, 49,1% concentraram-se na área de Exploração e Produção, com o objetivo de viabilizar o crescimento da produção e reservas de petróleo e gás natural, conforme estabelecido no Plano Estratégico 2020. Os investimentos em Exploração no Brasil atingiram R$ 4,6 bilhões, contribuindo para a reposição das reservas e para o conhecimento dos reservatórios da camada pré-sal. Incluindo a área Internacional, os investimentos consolidados da Petrobras em Exploração atingiram R$ 6,5 bilhões no ano.

A área de Abastecimento recebeu 22,5% dos investimentos, alocados principalmente em conversão, expansão da capacidade do refino e atendimento dos padrões de qualidade, em sintonia com o Plano. Na petroquímica, setor em que a Petrobras vem expandindo suas atividades no Brasil e na América do Sul, destaca-se a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), com o objetivo estratégico de produzir grandes volumes de propeno, eteno e aromáticos a partir do petróleo pesado extraído da Bacia de Campos, o que permitirá reduzir a importação de derivados, como a nafta.

Já a área de Gás e Energia respondeu por 13,5% do total dos investimentos, registrando um crescimento de 49,9% em relação a 2007. Esses recursos foram aplicados principalmente na ampliação da malha de dutos, com destaque para os gasodutos Urucu-Coari-Manaus, Cabiúnas-Vitória e Cacimbas-Catu, e na construção dos terminais de regaseificação de GNL, em Pecém (Ceará), e na Baía de Guanabara (Rio de Janeiro), para dar suporte ao volume de vendas de gás natural e energia elétrica fixado no Plano Estratégico.

No ano de 2008, foi criada a Petrobras Biocombustível S.A., subsidiária integral da Petrobras, para o desenvolvimento da produção de etanol, biodiesel e de outros produtos e atividades correlatos, ampliando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável associado à responsabilidade ambiental e social e reforçando sua visão de empresa integrada de energia O objetivo da companhia é se tornar líder na produção nacional de biodiesel e ampliar a participação no negócio de etanol, para atendimento ao mercado brasileiro, visando também ao mercado internacional e levando em conta a importância do biocombustível no cenário geopolítico no mundo.

Com o objetivo de manter a liderança no mercado brasileiro, fazendo da marca Petrobras a preferida dos consumidores, a companhia destinou 1,1% do total de investimentos à Distribuição, sendo a maior parcela aplicada nos projetos do mercado automotivo. Em linha com o Plano Estratégico, os investimentos foram dirigidos à ampliação, modernização e manutenção da infraestrutura varejista de distribuição de derivados, de forma a assegurar melhor atendimento e entrega de produtos e serviços de alta qualidade, proporcionando aumento de market share.

Para a área internacional foram alocados 11,5% dos recursos, voltados principalmente à ampliação das atividades de refino e distribuição no exterior, consolidando a presença da companhia no mercado internacional. A conclusão da compra de 87,5% das ações da refinaria Nansei Sekiyu, em Okinawa, no Japão, que marca a entrada da companhia em refino na Ásia, foi uma importante contribuição para esse posicionamento estratégico. Seguindo a consolidação da presença da Petrobras no segmento de distribuição de combustíveis na América Latina, foi assinado o acordo da compra da participação da ExxonMobil na Esso Chile Petrolera.

RESPONSABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL - A Petrobras mantém o compromisso de excelência em Responsabilidade Social e Ambiental. Mesmo diante do expressivo crescimento nas operações nos últimos anos, o volume de vazamento de óleo e derivados no meio ambiente foi de 436 m³ em 2008, um pouco superior ao observado em 2007 (386 m³). Este volume está significativamente abaixo do limite máximo admissível, de 694 m³. A Taxa de Frequência de Acidentados com Afastamento, incluindo empregados próprios e contratados, caiu de 0,76, em 2007, para 0,59, em 2008.

O objetivo da companhia é se tornar líder na produção nacional de biodiesel e ampliar a participação no negócio de etanol, para atendimento ao mercado brasileiro